Precisamos falar sobre Brit Marling

(contém spoilers de “Another Earth”, “The OA” e “The Sound of my Voice”)

Ai gente, sério, precisamos falar dessa menina que eu passei do amor ao ódio em 4 filmes. Como atriz acho que é unânime que, além de linda, ela é ótima e sempre convence. Mas o que nem todos sabem é que ela também roteiriza boa parte dos filmes em que atua. E foi nessa que ela passou de brilhante pra “fazendo a maluca leve” e depois “fazendo a maluca level hard”. Tenho medo do próximo passo, de verdade. Vamos analisar os filmes da moça pra vocês entenderem melhor o que estou falando:

Another Earth


Depois de 2 curtas metragens ela já partiu pra co-escrever e co-produzir esse longa MARAVILHOSO. Me conquistou na premissa de ficção científica, mas chegando lá não tinha ET nem viagem interestelar nem nada, era apenas um INCRÍVEL filme sobre culpa. É realmente imperdível. Sem mais spoilers porque esse filme vale ver, aí vai um breve resumo: uma menina que acabou de passar no “vestibular” pra astrofísica, sai pra comemorar com os amigos. Dirige bêbada e na volta pra casa é responsável por um acidente, causando 2 mortes. O detalhe é que, além de bêbada, ela se distraiu olhando pro céu enquanto dirigia pra ver uma outra Terra que se aproximava. Isso mesmo, uma outra Terra igualzinha a nossa vem crescendo no céu de mansinho e, ao que tudo indica, tem um “clone” de cada um de nós vivendo lá também. Parece maluquice, mas é bom demais. E nessa maluquice de outra Terra ela vai ter que lidar com a imensa culpa que carrega.

 

httpssss://www.youtube.com/watch?v=Z-Q6S-Dh1Uk

 

The Sound of my voice


Foi co-escrevendo e co-produzindo esse filme que ela começou a fazer a maluca leve. Pra quem viu The OA e for assistir esse aqui vai reparar na imensa semelhança de roteiro. Nesse filme ela interpreta uma “viajante do tempo” que vem do futuro e cria aqui na nossa época uma nova religião cercada de mil regras estranhas. Poucas pessoas participam do culto onde ela fica boa parte do tempo contando sobre como é a vida dela no futuro e fazendo uma espécie de grupo de autoajuda.

 

Brit fazendo a maluca

Um jornalista se infiltra no culto pra tentar desmascará-la e acaba ficando na dúvida se ela falava ou não a verdade. E nós também ficamos. E a própria atriz também fica pois, segundo ela, esse roteiro foi escrito apenas pra trabalhar essa dúvida na cabeça das pessoas. Ela mesma afirmou que não tem uma resposta certa sobre a veracidade da história da viajante no tempo. Por favor devolva minhas 2 horas de vida que perdi tentando desvendar o mistério dessa maluca.

 

httpssss://www.youtube.com/watch?v=tAxLygJqunA

 

The East


Esse filme a Brit também co-escreveu e produziu, mas não sei dizer se ela fez a maluca ou não porque ainda não assisti. Pelo trailer parece legal e conta também com os atores Ellen Page e o maravilhoso Alexander Skarsgård. Além de ser produzido pelo Ridley Scott. Acho que super vale assistir, né?

 

httpssss://www.youtube.com/watch?v=2oPoTrnHQ3I

 

I Origins


Gente, que filme! QUE FILME! Foi um dos melhores filmes que eu vi em muito tempo. Esse não é escrito nem produzido pela Brit, mas é do mesmo diretor de A Outra Terra, que é amiguinho dela. O tema do filme teoricamente nem me interessava muito, mas foi tão bem falado que eu dei uma chance. É sobre um cientista que começa a investigar a reencarnação de forma científica. O jeito como o mistério vai crescendo e o desenvolvimento dos personagens, tão únicos e tão fortes, fazem com que você se sinta arrebatado pela história. Gostando ou não do tema reencarnação é um filme imperdível. Corre pra ver!

 

httpssss://www.youtube.com/watch?v=sEGppIgwKf0

 

The OA


Criada e produzida pela Brit Marling, essa série que tem uma produção MARAVILHOSA, peca no quesito “fazendo a maluca level hard”. Todo mundo já viu e com certeza muitos vão discordar de mim. Mas o problema pra mim não está nem na mitologia da série que enveredou pra maluquice chegando no final:

Maluquice atingiu níveis alarmantes nesse momento da série

O que me incomoda de verdade nessa série é saber que não existe uma resposta sobre se tudo aquilo que ela contou era verdade ou mentira, como a própria Brit afirmou em uma entrevista. Ela também não sabe dizer se a OA estava falando a verdade ou mentindo. Porque, segundo ela, o que importa não é saber a verdade, mas sim a dúvida que fica na cabeça do espectador. Really Brit? De novo você vem com essa? ME POUPE!

 

httpssss://www.youtube.com/watch?v=4VMlp4VY8wY

Outro fator interessante a analisar em todos esses filmes dela são os momentos de “culto” que tem em quase todas as histórias, dá uma olhada:

Culto em The East
Culto em The OA
Culto em The Sound of My Voice

Já deu pra ver que a menina tem fixação por cultos e profetas e sobre a veracidade do que eles pregam ou não. E realmente é um tema bem interessante. Que você brinque com o mistério, o acreditar ou não acreditar durante o filme pra no final chegar a uma conclusão, acho bem bacana. Mas contar uma história toda trabalhada e bem produzida SÓ porque você acha divertido deixar a dúvida na cabeça das pessoas acho um roteiro preguiçoso. É a mesma coisa que eu penso de filmes que deixam você decidir o que acontece no final, te deixam especulando. Você conta uma história toda pra não dizer o que vai acontecer no final? É o que isso gente, preguiça mesmo? Medo de escrever um final ruim? Não obrigada, o mistério pelo mistério não me agrada. Tô passando longe de LOST e dos próximos filmes e séries dessa menina, agora que já entendi qual é a dela. E tenho certeza que não vai parar por aí, ela ainda vai vir com muitos filmes nessa mesma pegada, podem apostar!

 

Gente, eu prometo pra vocês que na minha trilogia sobre encontro com os ETs vai ter início meio e fim, mistério desenvolvido e resolvido, tudo explicadinho e bem encadeado, e ninguém vai sair frustrado!

 

Até a próxima, pessoal!

 

Post Author: Ana Campos

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